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Google posiciona big data no centro de sua estratégia de cloud

A Google pode não ter alcançado a Amazon no mercado de computação em nuvem. Apesar da eventual pressão que a afirmação na frase anterior possa gerar, esse fato é considerado “Ok” nos corredores do escritório da gigante de buscas. A companhia caminha em uma direção um pouco diferente quando o assunto é cloud. 

“Não se trata de superar [a AWS]”, comentou Brian Stevens, vice-presidente de plataforma em nuvem da provedora. “Não se trata apenas de levantar servidores e migrar cargas. Não é sobre fazer exatamente o mesmo que se está fazendo. É sobre fazer as coisas de uma maneira nova em um novo contexto”, avaliou.

A estratégia se baseia em ajudar clientes em análise de dados. A ideia é que a abordagem da companhia mude a forma como as empresas fazem negócio. Na outra ponta, isso ajudaria a provedora a tornar-se uma potência no universo de cloud computing. 

Stevens, que conversou com a Computerworld EUA durante a Google I/O, revelou que a estrutura de suas ofertas residem em fazer mais do que simplesmente permitir que as organizações parem de comprar  servidores. Ao usar a nuvem, afirmou, as empresas devem ser capazes de extrair mais informações dos seus dados.

“Tudo se resume a análises de dados”, sentenciou o executivo. “As empresas precisam entender melhor seus usuários. O que eles querem? Do que gostam? Uma vez que uma empresa sabe isso, pode construir melhores estratégias”, apontou, sinalizando que essa abordagem representa uma virada de jogo.

O vice-presidente observa que, em um primeiro momento, as companhias exploram o conceito de cloud com a utilização de alguns servidores e pequenos serviços. Em seguida, dão passos mais largos, com integração e exploração de grandes volumes de dados a partir do ambiente em nuvem.

Permitindo que empresas extraiam sentido em um volume massivo de registros é o que definiria a função do Google na evolução desse mercado. “Essa estratégia faria com que eles tenham ofertas diferentes das que compõem o portfólio da AWS e da maioria dos provedores que estão nesse jogo”, avaliou Dan Olds, analista do The Gabriel Consulting Group. “Se eles têm mesmo ferramentas analíticas que são fáceis de usar e úteis para os clientes, terão uma vantagem real sobre o resto dos concorrentes”, adicionou.

A provedora direciona seus esforços nessa linha e precisa encontrar uma maneira de diferenciar-se da AWS, que domina o mercado de infraestrutura em nuvem. A análise de grandes volumes de dados encontra-se no meio do caminho para geração de receita da Google, especialmente no direcionamento de campanhas e mensagens de acordo com o gosto dos usuários da internet.
“Ser capaz de fazer isso será um diferencial importante”, avaliou Olds. “Pense desta maneira: A função da Amazon é, basicamente, dar às pessoas/empresas as máquinas que querem através de um conceito de nuvem. A Google está olhando para dar às pessoas/empresas um conjunto de ferramentas para fazer o que eles querem - hardware, software e análise”, comparou.

Isso não significa que usuários de serviços da Amazon não poderão analisar seus próprios dados. O ponto é que a gigante de buscas coloca analytics no centro de sua estratégia de cloud, pondera o especialista.

“Quando você pergunta as empresas sobre o que esperam de cloud, elas geralmente preferem começar migrando cargas de trabalho e explorando escalabilidade”, comenta Stevens. "Então, eles percebem que podem ter dados históricos e experimentar novos modelos de analisar esses registros. Não há fim para a experimentação do que é possível fazer com todas essas informações. Não é apenas sobre o custo dos servidores, mas da adoção de novos modelos e de deixar que isso mude o seu negócio”.

Ao usar a nuvem, as empresas podem obter acesso aos dados que eles não sabiam que tinham. Esse conhecimento pode transformar o que os produtos e serviços das organizações oferecem aos clientes, bem como a forma como isso é oferecido. Pelo visto, a revolução ainda está apenas começando.

Fonte: Computerworld

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